terça-feira, 3 de junho de 2014

Trabalho autoral


TEMA: JORNALISMO GASTRONÔMICO

    A história da Comunicação no Brasil teve como um dos períodos mais marcantes as décadas de 60 e 70, quando a ditadura militar teve seu auge de restrições à imprensa, acirrando a censura aos meios de comunicação e a produção cultural, privando a população da divulgação de notícias determinantes para promover nas massas uma análise crítica sobre a situação política e ecenômica do país.
    Esse também pode ter sido o período em que a divulgação de receitas de culinária em meios de comunicação foi pioneira em termos de jornalismo especializado em gastronomia, mesmo que, na época, o objetivo de veiculação desse tipo de informação não tenha sido exatamente de divulgar informações de culinária, mas despertar no leitor o sentimento de estranhamento ao ver o conteúdo inusitado e concluir nas entrelinhas que o jornal estava sob censura. Essa decisão editorial de inserir conteúdo culinário nos espaços de matérias censuradas talvez não tenha tido a repercussão social da forma desejada pelos editores da época, uma vez que essa providência para driblar a censura possivelmente tenha sido mal compreendida pelos leitores, não causando o estranhamento ou não indicando para o leitor que o jornal estava sob censura, mas representa, de qualquer forma, uma exposição do conteúdo culinário nos principais jornais do país.
     Depois de muitos anos, na primeira década de 2000, nasce uma nova era de valorização e retomada desse tipo de conteúdo nas diferentes mídias, só que, dessa vez, sem ligação com a censura, mas com intenções comerciais e adequação à crescente valorização da gastronomia vivida atualmente. Diferente das receitas de culinária que não davam certo, na época da censura, o conteúdo gastronômico atualmente vai além de oferecer receitas para os leitores experimentarem em casa e não representa um conteúdo de entretenimento, mas informações jornalísticas a respeito de assuntos relacionados com a gastronomia: notícias sobre restaurantes, questões culturais sobre  os hábitos alimentares ou as técnicas culinárias tradicionais, informações detalhadas sobre ingredientes e suas aplicações, lançamentos de utensílios e livros, entrevistas com chefes de cozinha renomados, abertura de restaurantes, crítica de estabelecimentos gastronômicos, entre outros assuntos, e, ainda, trazem as tendências da atual gastronomia, tudo no estrito enquadramento jornalístico.
    Atualmente, o jornalismo gastronômico se divide em dois campos:  a crítica gastronômica, em que o profissional deve ter conhecimentos técnicos sobre os ingredientes, o preparo, a apresentação e o resultado desejado dos pratos para desenvolver textos críticos e analíticos de pratos e restaurantes; e o campo do serviço, produzindo textos de receitas e reportagens sobre tendências da gastronomia, de forma clara e objetiva para a perfeita compreensão dos leitores com o objetivo de que possam reproduzir as receitas em casa com resultados semelhantes ao apresentado pelo veículo especializado.
    Em Alagoas, a principal representante desse segmento jornalístico é Nide Lins, que mantém um blog no portal TNH1, do Sistema Pajuçara de Comunicação. Nide atua no campo da crítica gastronômica e em seu blog, são postadas constantemente, críticas sobre restaurantes e receitas dos mais renomados Chefes da cozinha alagoana.

Trabalho autoral



Sexta e sábado já tem cara de feijoada para os apreciadores dessa iguaria. Considerado um dos pratos mais brasileiros, dizem que as suas origens se deve aos senhores das fazendas de café, das minas de ouro e dos engenhos de açúcar que forneciam aos escravos os "restos" dos porcos. Do cozimento desses ingredientes com feijão e água, teria nascido a receita.


FEIJOADA DA MARIA GORDA

Há 16 anos em funcionamento, a "Feijoada da Maria Gorda" é sucesso no preparo dese prato. Sua preparação tem fartura de charque e é acrescida de banana da terra e batata doce. A banana doce e o caldo salgado proporcionam sabor equilibrado e a batata doce criou uma perfeita harmonia com os generosos pedaços de charque. A preparação começa na noite anterior, pois para conseguir o sabor perfeito, não se utiliza panela de pressão e o tempo de preparo se torna muito maior. O prato é uma ótima pedida, tanto para o almoço quanto para acompanhar uma cerveja gelada.




Feijoada da Maria Gorda - funciona de domingo a domingo, das 11h00 às 15h30, Travessa Edgar Barros Monteiro, 120 - Santos Dumont - telefone: 3354-1649
  • Feijoada a partir de R$ 13,00. Para duas pessoas R$22,00 (mas a porção é generosa, dá para três pessoas).
  • Não aceita cartão.

DICAS PARA O PREPARO DE UMA FEIJOADA
  • O charque tem que ser de primeira (por exemplo, coxão mole). Cozinha-se o mocotó durante 3 horas; em seguida adiciona-se o charque e o feijão, e no dia seguinte acrescenta-se os legumes, os temperos e as outras carnes.
  • Deve ser servida, acompanhada de farofa, couve, torresmo e arroz branco.
  • As bebidas que melhor acompanham são a cerveja e a caipirinha; no caso da caipirinha, a acidez do limão cai perfeitamente com as carnes com gorduras da feijoada.




quinta-feira, 29 de maio de 2014

Funções da linguagem



Função emotiva (ou expressiva)
Centralizada no emissor, revelando sua opinião, sua emoção. Nela prevalece a 1ª pessoa do singular, interjeições e exclamações. É a linguagem das biografias, memórias, poesias líricas e cartas de amor.



Função referencial (ou denotativa)
Centralizada no referente, quando o emissor procura oferecer informações da realidade. Objetiva, direta, denotativa, prevalecendo a 3ª pessoa do singular. Linguagem usada nas notícias de jornal e livros científicos.



Função apelativa (ou conativa)
Centraliza-se no receptor; o emissor procura influenciar o comportamento do receptor. Como o emissor se dirige ao receptor, é comum o uso de tu e você, ou o nome da pessoa, além dos vocativos e imperativo. Usada nos discursos, sermões e propagandas que se dirigem diretamente ao consumidor.



Função fática
Centralizada no canal, tendo como objetivo prolongar ou não o contato com o receptor, ou testar a eficiência do canal. Linguagem das falas telefônicas, saudações e similares.



Função poética
Centralizada na mensagem, revelando recursos imaginativos criados pelo emissor. Afetiva, sugestiva, conotativa, ela é metafórica. Valorizam-se as palavras, suas combinações. É a linguagem figurada apresentada em obras literárias, letras de música, em algumas propagandas etc.



Função metalinguística
Centralizada no código, usando a linguagem para falar dela mesma. A poesia que fala da poesia, da sua função e do poeta, um texto que comenta outro texto. Principalmente os dicionários são repositórios de metalinguagem.


Gêneros Textuais jornalísticos



Gêneros textuais são tipos específicos de textos de qualquer natureza, literários ou não, que tem como objetivo informar.

Temos aqui alguns exemplos:

  • Artigo de opinião: texto jornalístico, e caracteriza-se por deixar claro a opinião do seu autor. 






  • O editorial: é um tipo de texto utilizado na imprensa, especialmente em jornais e revistas, que tem por objetivo informar, mas sem obrigação de ser neutro, indiferente. 






  • Reportagem: gênero de texto jornalístico que transmite uma informação por meio da televisão, rádio, revista. 






  • Notícia: qualquer tipo de informação que apresenta um acontecimento recente. 

Os oito itens importantes para a comunicação


  • Redundância-   Repetir uma ideia que já está explicita. 



  • Informatividade- Texto de caráter argumentativo, onde o emissor defende e expõe seu ponto de vista.
  • Entropia-  É o grau de desorganização da mensagem.

  • Motivação- É o que te leva a dizer tal informação. Para transmitir você precisa ter um motivo.

  • Aceitabilidade- Cabe ao leitor entender e aceitar o que o texto informa.

  • Situcionalidade- Adequação do texto à situação.

  • Colaboração-  É quando existe uma situação de colaboração e cooperação entre os participantes da ação.

  • Coesão e Coerência- passar uma mensagem com clareza para que não haja contradições.



terça-feira, 27 de maio de 2014

Relações intertextuais

Voltando com a questão da intertextualidade, trago mais alguns exemplos. Já sabemos que pode acontecer com imagens, textos, músicas, poemas. A seguir, mostrarei a letra da música Monte Castelo, onde o cantor Renato Russo fez um certo "diálogo" entre o poema de Camões e uma passagem da Bíblia.




















Não é preciso uma análise tão crítica para perceber a relação entre os três textos, já que a intertextualidade presente é tão explicita. Ele utiliza em algumas partes, as mesmas palavras, as mesmas sentenças.

Língua, linguagem e ideologia

  •  Língua é o conjunto de palavras e expressões utilizados por um povo, por uma nação.
  • Linguagem é uso da palavra articulada ou escrita, como meio de comunicação. Dependendo da cultura, do meio em que a pessoa é exposta, pode haver alterações. Aí que surgem as gírias e as palavras, que mesmo não existentes fazem sentido para as pessoas que vivem neste meio.
  • Ideologia é a padronização dos valores e das crenças de um povo.

Exemplo de função referencial e função emotiva


Temos aqui um exemplo de função referencial, ou função denotativa como também é conhecida. Tem como objetivo informar o leitor. Linguagem utilizada em noticias de jornais.








Como já foi dito aqui na minha primeira postagem, função emotiva é quando o emissor revela sua opinião, sua emoção. Uma carta serve de exemplo.