TEMA: JORNALISMO GASTRONÔMICO
A história da Comunicação no Brasil teve como um dos períodos mais marcantes as décadas de 60 e 70, quando a ditadura militar teve seu auge de restrições à imprensa, acirrando a censura aos meios de comunicação e a produção cultural, privando a população da divulgação de notícias determinantes para promover nas massas uma análise crítica sobre a situação política e ecenômica do país.
Esse também pode ter sido o período em que a divulgação de receitas de culinária em meios de comunicação foi pioneira em termos de jornalismo especializado em gastronomia, mesmo que, na época, o objetivo de veiculação desse tipo de informação não tenha sido exatamente de divulgar informações de culinária, mas despertar no leitor o sentimento de estranhamento ao ver o conteúdo inusitado e concluir nas entrelinhas que o jornal estava sob censura. Essa decisão editorial de inserir conteúdo culinário nos espaços de matérias censuradas talvez não tenha tido a repercussão social da forma desejada pelos editores da época, uma vez que essa providência para driblar a censura possivelmente tenha sido mal compreendida pelos leitores, não causando o estranhamento ou não indicando para o leitor que o jornal estava sob censura, mas representa, de qualquer forma, uma exposição do conteúdo culinário nos principais jornais do país.
Depois de muitos anos, na primeira década de 2000, nasce uma nova era de valorização e retomada desse tipo de conteúdo nas diferentes mídias, só que, dessa vez, sem ligação com a censura, mas com intenções comerciais e adequação à crescente valorização da gastronomia vivida atualmente. Diferente das receitas de culinária que não davam certo, na época da censura, o conteúdo gastronômico atualmente vai além de oferecer receitas para os leitores experimentarem em casa e não representa um conteúdo de entretenimento, mas informações jornalísticas a respeito de assuntos relacionados com a gastronomia: notícias sobre restaurantes, questões culturais sobre os hábitos alimentares ou as técnicas culinárias tradicionais, informações detalhadas sobre ingredientes e suas aplicações, lançamentos de utensílios e livros, entrevistas com chefes de cozinha renomados, abertura de restaurantes, crítica de estabelecimentos gastronômicos, entre outros assuntos, e, ainda, trazem as tendências da atual gastronomia, tudo no estrito enquadramento jornalístico.
Atualmente, o jornalismo gastronômico se divide em dois campos: a crítica gastronômica, em que o profissional deve ter conhecimentos técnicos sobre os ingredientes, o preparo, a apresentação e o resultado desejado dos pratos para desenvolver textos críticos e analíticos de pratos e restaurantes; e o campo do serviço, produzindo textos de receitas e reportagens sobre tendências da gastronomia, de forma clara e objetiva para a perfeita compreensão dos leitores com o objetivo de que possam reproduzir as receitas em casa com resultados semelhantes ao apresentado pelo veículo especializado.
Em Alagoas, a principal representante desse segmento jornalístico é Nide Lins, que mantém um blog no portal TNH1, do Sistema Pajuçara de Comunicação. Nide atua no campo da crítica gastronômica e em seu blog, são postadas constantemente, críticas sobre restaurantes e receitas dos mais renomados Chefes da cozinha alagoana.
Trabalho autoral
Sexta e sábado já tem cara de feijoada para os apreciadores dessa iguaria. Considerado um dos pratos mais brasileiros, dizem que as suas origens se deve aos senhores das fazendas de café, das minas de ouro e dos engenhos de açúcar que forneciam aos escravos os "restos" dos porcos. Do cozimento desses ingredientes com feijão e água, teria nascido a receita.
FEIJOADA DA MARIA GORDA
Há 16 anos em funcionamento, a "Feijoada da Maria Gorda" é sucesso no preparo dese prato. Sua preparação tem fartura de charque e é acrescida de banana da terra e batata doce. A banana doce e o caldo salgado proporcionam sabor equilibrado e a batata doce criou uma perfeita harmonia com os generosos pedaços de charque. A preparação começa na noite anterior, pois para conseguir o sabor perfeito, não se utiliza panela de pressão e o tempo de preparo se torna muito maior. O prato é uma ótima pedida, tanto para o almoço quanto para acompanhar uma cerveja gelada.
Feijoada da Maria Gorda - funciona de domingo a domingo, das 11h00 às 15h30, Travessa Edgar Barros Monteiro, 120 - Santos Dumont - telefone: 3354-1649
- Feijoada a partir de R$ 13,00. Para duas pessoas R$22,00 (mas a porção é generosa, dá para três pessoas).
- Não aceita cartão.
DICAS PARA O PREPARO DE UMA FEIJOADA
- O charque tem que ser de primeira (por exemplo, coxão mole). Cozinha-se o mocotó durante 3 horas; em seguida adiciona-se o charque e o feijão, e no dia seguinte acrescenta-se os legumes, os temperos e as outras carnes.
- Deve ser servida, acompanhada de farofa, couve, torresmo e arroz branco.
- As bebidas que melhor acompanham são a cerveja e a caipirinha; no caso da caipirinha, a acidez do limão cai perfeitamente com as carnes com gorduras da feijoada.

























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